27/11/2021

Hidrovia: Nivel del río Paraguay llega al nivel más bajo en casi 50 años

Os bancos de areia formam pequenas ilhas no meio do Rio Paraguai. Nesta quinta, o nível do rio estava tão baixo, que alcançou uma marca histórica: perto de zero, pela régua de medição. A última vez que isso aconteceu foi em 1973.

Em Mato Grosso do Sul, o nível do Rio Paraguai chegou, nesta quinta (1º), a uma marca que não se via há quase 50 anos.

Os bancos de areia formam pequenas ilhas no meio do Rio Paraguai. Nesta quinta, o nível do rio estava tão baixo, que alcançou uma marca histórica: perto de zero, pela régua de medição.

A última vez que isso aconteceu foi em 1973. no mesmo período de 2019, eram 2,34 metros. Com o nível tão baixo, a navegação se tornou um risco.

As barcaças estão paradas na margem e, por causa disso, o porto usado para escoar a produção de minério de ferro ficou sem movimento. A saída para uma mineradora tem sido os caminhões, que deixam a logística bem mais cara. Se pela hidrovia é possível transportar até 200 mil toneladas ao mês até os portos da Argentina e do Uruguai; pela rodovia, para levar a produção até os portos do Brasil, a capacidade cai consideravelmente.

«Para eu conseguir atingir não mais do que 30 mil [toneladas], muito menos, nós temos que usar quase 170 caminhões fazendo o transporte e, mesmo assim, eu não consigo fazer a entrega de todo esse volume já contratado”, conta o empresário Luiz Nagata.

Os pesquisadores explicam que a situação do Rio Paraguai é reflexo da pior seca dos últimos 50 anos no Pantanal. Para o nível do rio começar a subir, é preciso muita chuva nas nascentes e cabeceiras em Mato Grosso, o que não vem ocorrendo. A Embrapa Pantanal monitora a situação e a previsão para as chuvas mais volumosas é só para dezembro.

«Uma vez que cai alguma chuva nas nascentes desse rio, demoraria então de dois a três meses para que possamos ter esse nível do rio chegando em um nível próximo à normalidade», explica Carlos Padovani, pesquisador da Embrapa Pantanal.

Sem uma alternativa barata e que consiga escoar a produção, o jeito tem sido renegociar contratos. O atraso na entrega do minério de ferro pode chegar a três meses.

“Infelizmente eu não consigo entregar todo o volume contratado e no tempo que mais ou menos foi alinhado com o cliente”, lamenta Luiz Nagata.

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